quarta-feira, 7 de maio de 2008

Exclusivo: A última catástrofe do ano!

(adaptado da crônica publicada originalmente na Revista Nascentes nº 15, de dezembro de 2001)

Já se completaram três meses do atentado aos Estados Unidos. Ainda não se vê outra coisa na mídia. E com esse clima de histeria que rola por lá: essa política Dirty Harry de “atirar primeiro, perguntar depois/todo o mundo é terrorista até provar o contrário, se tiver tempo”; imagino qual vai ser a última catástrofe do ano:

Os radares da Força Aérea Norte-Americana vão apontar um objeto não-identificado nos céus de Washington. Imediatamente, vão mandar dois caças F-15 interceptá-lo. Lá, acima daqueles arranha-céus, os pilotos, em manobras arriscadas, vão reconhecê-lo. Aí, verão confirmada a secular profecia: “E do alto virá um homem. Na cabeça, um turbante. No rosto, uma longa barba. Vestido da cor do sangue. E ele rirá sobre o maior império da Terra”. O Pentágono vai acordar o Presidente no meio da noite com a descrição do objeto interceptado.

- Que ousadia! Eu já falar que querer esse bastarda morto! Eu querer MORTO! – Bufará Bush Jr.

E, com um míssil, vão abater a aeronave. Fosse qual fosse o plano, ele não mais se concretizará.

Daí, no dia seguinte, dia 26 de dezembro de 2001, o fato vai estar estampado na primeira página do famoso “The New York Times”: Força Aérea Norte-Americana mata Papai Noel!

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