quarta-feira, 5 de março de 2014

Este livro virtual gratuito traz uma compilação das primeiras tirinhas dos Brasinhas (dez/2013 a fev/ 2014). É um material para ajudar a conhecer essa turma de crianças inspiradas nos presidenciáveis.  Inclui também, em sequência, a história completa “O refri nos outros é refresco”. Acompanhe a corrida presidencial de 2014 com muito humor! BAIXE GRÁTIS clicando na imagem.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Xaveco do Cicinho


Justiça injusta

O baixo nível civilizatório de um extrato da sociedade pode ser constatado quando ao invés de clamar por justiça ela clamar por rigor. Justiça não deve ser rigorosa nem condescendente, ela deve ser justa. Simplesmente.
O rigor seletivo é pior ainda. Quando o judiciário busca o rigor, busca pegar um caso para servir de exemplo, ele é injusto, pois a justiça tem entre outros atributos a constância. Ela deve ser previsível, deve trazer segurança. Se um caso é selecionado para exemplo, se é tratado com mais rigor, significa que todos os outros foram tratados de forma mais condescendente, mais benéfica. Isso é injustiça.
Assim, a justiça, das instituições ou dos homens, é injusta quando é rigorosa com o marginal no bairro da zona sul ou com os corruptos de determinados partidos e não com o empresariado corruptor ou os corrompidos de outros partidos. É o populismo judiciário. Tem seus fãs...
Justiça não serve para aplacar o clamor social ou para dar resposta aos contribuintes ou seja quem for, justiça tem que ser justa, é uma medida exata. Uma decisão judicial quando tem por escopo vingar a vítima, faz de vítimas todos nós, todo o Estado Democrático de Direito.
Justiça extrema é injustiça.” Marcus Cícero

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Didi se apresenta


O Brasil brasileiro

Devagar com o andor. As coisas só parecem estar tão ruim. Ação de justicieros, assim como violência em protestos, de polícia ou manifestantes, é reprovado pela maioria das pessoas,aponta Datafolha.
A bestialidade diária na imprensa assusta as pessoas de bom senso. Leva a questionar os tempos atuais. Porém, o que está na manchete não é, definitivamente, o mundo que está lá fora. Os famosos da tevê não são os verdadeiros artistas brasileiros. Os editorialistas de jornalões não são os nossos pensadores. O que dá manchete, não é o que de importante acontece no país.
Muita gente boa está construindo um Brasil melhor. Um país desigual, mas que está no rumo certo, apesar da lentidão. São ONG, jovens idealistas, artistas independentes, blogueiros, instituições religiosas, movimentos sociais, associações de bairros, políticos que muitas vezes trabalham desconectados, marginalizados pela imprensa tradicional. Quando aparecem, é sempre para destacar algum aspecto negativo.
A grande imprensa, por interesses financeiros e de poder, trabalha com uma pauta política do quanto pior, melhor. Quem se fia por ela, realmente não conhece o Brasil dos novos tempos. Um país de esperança, de energia positiva, de solidariedade. “Bora” fechar os jornais e viver o Brasil do século XXI.
Não tenho o hábito de ler jornais faz tempo. Eu tenho problema de azia.” Lula

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Bestas à solta

Opiniões e piadas bestiais antes eram compartilhadas reservadamente, com interlocutores bem selecionados, amigos ou familiares. Contavam piada de preto, defendiam pena de morte, criticavam suposta ditadura gay, direitos humanos pra bandido e outras pérolas de preconceito, desinformação.
Porém, de um tempo prá cá, esses temas entraram sem vergonha em páginas da imprensa, como Veja. Alguns programas policialescos, há tempo, já abordavam a criminalidade de forma maniqueísta, simplista. Mas a coisa estourou. As redes sociais, o Facebook, trouxeram aquela segurança e sensação de inconsequência semelhante a que temos no trânsito para soltar impropérios. Daí, os “iguais” começaram a se encontrar. Então veio o “stand up”, e aquelas piadinhas politicamente incorretas (pra usar um eufemismo) saíram das mesas das elites e passaram pra tevê. Logo, a opinião bestial passou para o horário nobre, editoriais de jornais, e a ser compartilhada sem pudor.
É reflexo do medo de classes. A elite e a classe média tradicional morrem de medo de quem está embaixo. Tem origem no fracasso da educação, tanto em casa quanto na escola. O currículo está direcionado ao capital. A gente estuda, desde a primeira série, pra ser bem sucedido, pra ganhar dinheiro, para ser um vencedor. Assim, temos de derrotar os outros. Aí vale tudo. E qualquer tentativa de inclusão, de igualização, é vista como trapaça.
Alguém precisa conduzir o país a um processo de transformação, à correção dos rumos. Um estadista, alguma instituição religiosa, um grupo de empresários, a imprensa. Mas o primeiro está acovardado, dando cada passo com cálculos eleitorais. A segunda está mais preocupada com seus dogmas excludentes. Os empresários nacionais não têm essa capacidade de organização. A grande imprensa está na luta pelo poder e dinheiro dos patrões, acuando e acovardando todos os anteriores. Muitos cidadãos ainda lutam isolados por uma sociedade mais justa.

“Tão cegos são os homens, que chegam a gloriar-se da própria cegueira!" Santo Agostinho

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