sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Nome próprio da cultura
Mais uma pro debate
Por Vladimir Safatle
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Por Vladimir Safatle
No Brasil, os debates
sobre ação cultural normalmente pecam pelo medo de afirmar as exigências da
cultura em voz alta.
De um lado, há aqueles
para quem os investimentos em cultura se justificam por permitir o
desenvolvimento da "economia criativa". Nessa visão, cultura é bom
porque gera empregos, turismo e desenvolvimento econômico.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Em que tipo de arte você acredita? Ou: a imbecilização da elite
Por Cynara Menezes
Continuando o debate de ontem
CONITNUE LENDO
Continuando o debate de ontem
O provocativo artigo de Mino Carta na CartaCapital da semana, A
Imbecilização do Brasil, me instigou a escrever um contraponto às
palavras dele. Discordo de Mino e sei que, ao escrever o texto, sua
principal intenção era justamente levantar o debate. Não, não
acho que o Brasil tenha se imbecilizado. A questão, para mim, diz
respeito ao que se considera arte. Só Portinari é arte? Existe arte
“menor” e arte “maior”? Em que tipo de arte você acredita?
CONITNUE LENDO
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
A imbecilização do Brasil
Por Mino Carta
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Há muito tempo o Brasil não produz escritores como Guimarães Rosa
ou Gilberto Freyre. Há muito tempo o Brasil não produz pintores
como Candido Portinari. Há muito tempo o Brasil não produz
historiadores como Raymundo Faoro. Há muito tempo o Brasil não
produz polivalentes cultores da ironia como Nelson Rodrigues. Há
muito tempo o Brasil não produz jornalistas como Claudio Abramo, e
mesmo repórteres como Rubem Braga e Joel Silveira. Há muito tempo…
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Bacana é contra a corrupção
O discurso anticorrupção viciou os debates partidários e sociais
sobre política. Na verdade é uma máscara para o analfabetismo
político. É fácil fugir do debate político ou terminá-lo
prematuramente com esse argumento.
Mas também é lamentável como o fim da corrupção é vendido como
remédio para todos os males sociais. Se não fosse ela, a educação
seria melhor, a saúde seria melhor, teríamos melhores salários,
seria o paraíso na Terra.
Concordo, é óbvio, que a corrupção é um mal que deveria ser
extirpado. Mas isso é conto de fadas. Ela pode ser controlada e
reprimida, através de mecanismos legais e participação social
efetiva, mas nunca eliminada. Ela é inerente à condição humana em
geral, e não exclusiva de um partido ou uma pessoa.
Assim, a corrupção é apenas um dos espectros da discussão. Cabem
aí, projeto, formação, ideologias, transparência – quem discute
isso?
Não querer discutir política por causa da corrupção, ou tê-la
como a causa de todos os males sociais, é um excelente discurso, que
transforma cidadãos preguiçosos e alienados em falsos intelectuais.
Originalmente publicado na minha coluna, Mau Humor, no Jornal Perseguição News de novembro de 2012.
sábado, 26 de janeiro de 2013
Estudando para ser vereador de Paraibuna
Iniciamos uma nova
legislatura, com uma Câmara renovada. Como sempre, os vereadores terão muito
trabalho pela frente. Porém, nem todos terão ânimo ou noção do que fazer, como
de costume.
Vereador não tem que ter estudo
Como representantes do
povo, vereador não tem de ter formação. Isso é baboseira de uma elite que
acredita poder tutelar o “pobre ignorante”. Qualquer um pode se candidatar e
ser eleito. Afinal, apesar de todo o preconceito sofrido, Tiririca foi eleito
um dos melhores deputados de 2012, assim como o jogador de futebol Romário. Um
ex-BBB, Jean Wyllys, é o melhor deputado. Um petista, Suplicy, o melhor
senador. Foram eleitos por pelo site Congresso em Foco, o qual reúne
jornalistas independentes que acompanham os trabalhos legislativos. Veja aqui.
Fora isso, o melhor Presidente da história deste país foi um operário sem curso
superior. Se dependesse, dos leitores dos grandes jornalões, esses caras nunca
poderiam se candidatar nem serem eleitos, ou deveriam ser cassados.
Mas o que um legislador
eleito tem a obrigação de fazer, além de trabalhar, é de estudar como funciona
toda a atuação pública. Quem acompanha as sessões de Câmara percebe que tem
gente lá que não está nem aí.
Mas o vereador tem que estudar
Resumindo, vereador tem
de legislar para o bem da sociedade e fiscalizar o Prefeito. Aqui em Paraibuna,
são atividades incomuns. Geralmente, estão legislando sobre nomes de ruas, despachando
o que o Prefeito manda para o plenário, trocando ofensas por picuinhas
políticas.
E o povo? Como já disse
um dos vereadores que não se reelegeu, se você acha que pode fazer melhor, que
se candidate! É a democracia...
Assim, aqui ficam umas
dicas para os vereadores começarem este ano estudando, e garantindo que cumpram
não só o que prometeram, mas o que o paraibunense merece.
A cartilha “Papel do Vereador”, da União dos Vereadores de Pernambuco, é uma boa introdução. Em linhas
gerais, resume toda a atuação, funções típicas e atípicas.
Depois, sobre o
importante papel fiscalizador, a Controladoria Geral da União editou “O vereador e a fiscalização dos recursos públicos municipais”.
Também disponível gratuitamente.
E, o que destaco, a
JurisWay tem um curso à distância (pela internet), que aprofunda o estudo da
Constituição da República e leis relacionadas à atividade, incluindo Direito Eleitoral,
elaboração de projetos de lei, oratória e convencimento. Esse curso, Legislador– Exercício da Representação Política,
tem duração de 60 horas e preço de R$ 54,00.
O que mais um vereador tem de fazer?
Além disso, vereador
tem de circular pela cidade, conversar com o povo, conhecer como funciona e
incentivar a atuação dos diversos conselhos municipais, lutar por audiências
públicas com participação popular. Da legislatura que acabou, poucos conheciam
esses mecanismos de participação popular, nenhum frequentou as reuniões ou
buscou dar apoio à participação.
E você? Falei besteira? O que acha que um vereador de Paraibuna deve fazer?
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